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200 anos de Ponta Grossa: UEPG abriga único marco geodésico da cidade há 28 anos

É o único marco do perímetro de Ponta Grossa, que informa a posição exata no globo terrestre, com coordenadas de latitude, longitude e altitude. A...

12/09/2023 às 13h50
Por: EDITOR Fonte: Secom Paraná
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Foto: Jéssica Natal/UEPG
Foto: Jéssica Natal/UEPG

Em frente ao Bloco L da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) está o marco geodésico nº 91643. A pilastra de concreto de aproximadamente 1,10 m de altura guarda uma informação: é o único marco do perímetro de Ponta Grossa, que informa a posição exata no globo terrestre, com coordenadas de latitude, longitude e altitude. Nesta sexta-feira (15), o local completa 28 anos da sua primeira medição, em 1995, quando foi oficialmente instalado.

As coordenadas do ponto foram medidas com alta precisão e homologadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com auxílio de aparelhos que recebem sinais de satélites,o ponto informa a posição emmapas, imagens de satélite,ortofotosfeitas com aviões ou Veículos Aéreos Não Tripulados esoftwaresde geoprocessamento.

O curso de Bacharelado em Geografia da UEPG é um dos que estuda a Geodésia: ciência da forma, dimensões e campo da gravidade externo da Terra. “Conhecendo os dados espaciais do planeta, podemos produzir modelos matemáticos para representá-lo. É assim que obtemos informações sobre nossa posição no globo terrestre, ou seja, nossas coordenadas”, explica a professora do curso e pró-reitora de planejamento (Proplan), Andrea Tedesco.

O professor do Bacharelado em Geografia, Márcio Ornat, conta que existe uma rede de pontos com coordenadas determinadas com alta precisão, com uso de receptores GNSS, distribuídos por todo o globo. “Eles servem para auxiliar no mapeamento do território, nos levantamentos topográficos e geodésicos, assim como no monitoramento da Terra, movimentações após abalos sísmicos, por exemplo”, afirma. No Brasil, esses pontos recebem o nome de marcos geodésicos e, quando estabelecidos dentro de normas rigorosas, são homologados pelo IBGE.

O marco é protegido por lei e, como os seus similares, está situado em local livre de obstruções, como árvores, linhas de transmissão de energia e construções, que impeçam a chegada de sinais dos satélites até a antena. Uma das formas de se obter as coordenadas é com uso de aparelhos que recebem sinais de satélites de posicionamento. A constelação de satélites mais famosa para esse fim é a do Navigation System with Time and Ranging – Global Positioning System, pertencente ao Departamento de Defesa americano.

Além dela, existe a constelação Global Navigation Satellite System, do governo russo; a Galileo, da Comunidade Europeia; e a BeiDou Compass, do governo chinês. Para se referir a todos esses sistemas, usa-se a sigla Global Navigation Satellite System (GNSS).

Andrea explica que em vários marcos geodésicos existem receptores GNSS, ligados ininterruptamente, coletando informações dos satélites e enviando todos os dados para o IBGE, chamada Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC). No Brasil, são 154 estações, com oito no Paraná: Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Curitiba, Maringá, Guarapuava, Guaíra, Umuarama e Cascavel.

VISITA–No mês passado, professores do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) estiveram na UEPG para um experimento com marco geodésico. Estiveram presentes o vice-reitor, professor Ivo Mottin Demiate, Marcio Ornat e Andrea Tedesco, que receberam os professores Edenilson Roberto do Nascimento, Tony Vinicius Moreira Sampaio e a doutoranda Maria do Socorro Silva Salvador.

O experimento é um receptor GNSS, que foi reconfigurado para armazenar todos os dados para pós-processamento, utilizando como controladora um aparelho celular, e que permite a correção das coordenadas do ponto com alta precisão, em tempo real, como explica o professor Tony. “Como em Ponta Grossa estamos em torno de 98km da base da UFPR, mas em altitude similar, era fundamental realizarmos medidas no marco da UEPG”, afirma.

Após a validação, o equipamento será usado em pesquisas da área de geografia, como monitoramento de perdas de solos e estabilidade de taludes, medição de áreas e avanço de processos erosivos, dentre outras. O professor Marcio destaca a importância de acompanhar o experimento. “Pudemos conhecer um equipamento de baixo custo e que pode atender a inúmeras necessidades de levantamentos de coordenadas para os geógrafos, mas também aproveitamos a ocasião para realizar uma troca de experiências sobre os cursos de bacharelado em geografia das duas instituições”, completa.

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